18 de fevereiro de 2018

"Tentei descrever a Deus em belos versos
Mas se quer consegui me expressar...
Seu poder e efeito, são soberanos
Eu consigo apenas sentir
E me envolvo nessas águas
E navego num oceano de mistérios profundos
Conhece-me por dentro e por fora
Dominador do universo
E verso não pode descrever
No presente, controla o futuro...

15 de fevereiro de 2018



"Somos feito uma imagem de um som inaudível!
A cor como o mais rarefeito da vida em sua existência interna.
Coisa pela qual nada ainda pode nos definir.
Somos a criação mais fantástica de nossos princípios.
Porque pensamos antes de ser ou ter.
Estou certo de que tudo vem de dentro.
E tudo se parte do lado de cá, do lado de fora
Onde há frio!
Onde habita as cores por detrás de nossos olhos."


14 de fevereiro de 2018

Se buscasse eu a forma das rimas, me perderia
Prefiro este inconsciente que me surge e me transforma
Na composição poética imperfeita que faz tudo refletir, surgir
Essa pequena fresta avermelhada que reluz, candeia

Sou a própria percepção dessa estação que chove
Dia de cinza que conta o retrocesso do vitupério
Uma dança secreta dentro do pensamento
Que faz-me bailar a passos largos

Porque assim, tudo logo passa
E como anseio que passe
E eu me torne o tempo
Que me leva além da estação

Conduzir-te-ei além do véu das cinzas
Para deitar-me aos teus seios e adormecer
Abrir os olhos para o horizonte que se desenha
Diante da janela desta casa onde há uma canção

Que toca a menina de laço lilás
E ela realiza a chegada dos dias aos olhos castanhos
Deita a face sobre teu instrumento e adormece tranqüilamente
Faz sonhar a vida por ti e tudo se desfaz

Um caminho que traslado vem surgindo
Porque um dia será reino do sol
E as cortinas declamarão o sossego da varanda lá fora
E a vida vai acontecer sem medo da realidade.

10 de fevereiro de 2018

O sopro do vento fala em meus ouvidos
Como o alento desejado da alma
Expira o instante e silencia os lábios
E nem a língua se move
Perversa realidade que se levanta nas ilhas
Pensamentos extremos que tudo vê
Mas o sentido se desfaz...
Tomou peso o vento e conseguiu medir as águas
Às águas se fizeram leis a sua existência
O relâmpago se fez um novo caminho
E o trovão  prepara o mundo
As sombras da noite soam como vasta luz
Transbordando o ribeiro às águas
Tudo leva, nada resta, senão a existência
De que todas as coisas vão passar
A lua já não é brilhante e o sol não é mais puro
E todas as estrelas navegam no espaço sem ar, sem cor aos olhos
A hora é um bicho oculto devorando almas
Aconselhando as ondas, esquecemo-nos do instante
E tudo vai passando longe d'onde funde o metal do espírito

[…]

Os mortos tremem debaixo das profundas águas
E os moradores gritam por socorro no silêncio
E nada e nem ninguém os podem ouvir
O inferno desnudo a mostrar sua coberta de perdição
O norte estendido sobre o vazio, e se suspende a terra sobre o nada
Prende as águas densas chuva atemporal e fria
E tudo que há debaixo dela se rasga em meio as partidas das estações
E os trilhos de metais se deslocam debaixo das nuvens
O limite da superfície das águas até os altos confins da terra
A vida expressada entre a luz e as trevas
As colunas se espantam as ameaças dos ventos
O mar se fende e compreende quem está ali, é gentil e terror sobre a noite
A morte enterra a vida, e murcha flor insiste respirar
Transborda lindo ribeiro d'água junto aos pés que se banham
E então, revolve o fogo ímpeto lugar a queimar
Abre-se os olhos e nada tens senão o que ali está
Assobia/.
Tira as coisas do lugar
E descobre na chuva as leis
E vento oriental
Declina/.
E a alma sente o que é precioso
E o corpo se torna um rochedo
Que nem chuva e nem vento
Pode arrastar, toca e ponto,
Passa/
Pois a mente é uma mina
E os olhos a tua fonte...
E tu és a minha própria vida,

Keile F.

8 de fevereiro de 2018

"Apesar do amor ser definitivamente a arma mais poderosa contra as ilusões e males das paixões. É também um sentimento assustador."

7 de fevereiro de 2018

De todas essas vozes que ecoam aqui sobre este mármore gelado, pairo a pensar que tão somente o pensamento podem atar as mãos. Sou a minha própria liberdade. Há um vício negro, que penso ser o único vício da vida. Que é de fazer o que todos fazem. Eu sento aqui, abro a revista, mas não leio. Aqui há suavidade no ar devido aos ares condicionados, apenas isso. Lá fora sei que há sol, e eu posso caminhar, depois de viver a mim e me libertar de tudo que existe fora de mim. E eu percebo a  minha Alma. Ela é invisível e não tem nome!

Tornam e giram os mundos

Tornam e giram os mundos

Desfazendo-se de sonhos inefáveis
Onde dorme a criança ao silêncio
De uma noite estranha e solitária
Em que o vento sopra vagamente às folhas

Folhas que desenham á vida e tornam seres estranhos o mundo
Giram suspeitos desejos e vontades e fantasias
Em que pensamentos são como uma lâmpada que alguém acende

"Que mágica, não o é
Mas realiza, ilude em meio às sombras
Inda que por dentro impedindo a paisagem
Para ser depois lá fora... O tempo que se perde."

Lua atenuada no vasto céu de estrelas
Faz-me dormir depois do sonho
E quando vivo dentro dessa satisfação
De ter a sensação de estar morto

"E tudo que há lá fora
É real, mas não me pertence
Sou eu inteiro para mim
Dentro de um mundo derradeiro."

E não há ilusão e nem magia e nem paixão
Porque na ilusão  se perde, o fogo faz cinza e depois desfaz...
E do invisível surge o governo absoluto para tudo
O que se chama, Alma para aquecer-me no frio da garoa..

E só há morte para os que se assumem nos próprios pedacinhos de céu

Porque se desfazem...

"Tentei descrever a Deus em belos versos Mas se quer consegui me expressar... Seu poder e efeito, são soberanos Eu consigo apenas se...